May 29th, 2008 by Pablo Milanini
Mais uma vez o Corinthians vai ser o centro das atenções do futebol brasileiro.Depois de muito tempo o Timão vai definir a passagem para uma final. Desta vez o rival vai ser Botafogo pelas semifinais da Copa do Brasil. Uma vitória simples o leva a final.Ele receberá o apóio de mais de 65.000 fanáticos torcedores. .São esses fanáticos torcedores que o apóiam sem parar um segundo, vestindo a camisa e sendo mais um jogador, que às vezes decide em campo. Todas as torcidas do Brasil vibram de acordo com o desempenho do time em campo, ficam eufóricos na vitória e calados nas derrotas.Só duas torcidas reagem de maneira contraria, a do Flamengo e a do Corinthians.A Fiel Torcida faz o contrário leva o grito e a alegria da arquibancada para o campo. Será porque essas torcidas são formadas pelo POVO. Pessoas carentes de oportunidades e às vezes marginalizadas pela alta sociedade, elas tem como única diversão à bola.E me pergunto: O que deve ter um time, para atrair o carinho e a admiração das massas mais simples da sociedade?Hoje de manhã estava conversando com um ourives amigo que e corintiano.Ele me contou que junto com seu irmão fizeram parte da maior torcida organizada do Corinthians nos anos 70.Hoje ele deixou de lado essa paixão já seu irmão transformou essa paixão em letras, escrevendo sobre a história do Timão.Plínio Labriola é “historiador do Corinthians “e por intermédio dele tive o prazer de desvendar esse mistério que me incomodava desde o inicio da minha paixão pelo Timão.No início do século passado, quando o futebol estava se afiançando na cultura esportiva do paulistano ele era dominado pelos ingleses, (responsáveis por trazer o esporte no Brasil) e a alta sociedade Paulistana. Eles se juntavam no Clube Paulistano ou São Paulo Atlhetic. Esses clubes proibiam a entrada de classes sociais mais humildes.Um grupo de imigrantes marginalizados começou a se juntar numa várzea no bairro do Bom Retiro.Eles levavam a campo as características da cultura da sua terra, tinha os aguerridos espanhóis, os rudes italianos e os poucos brasileiros marginalizados dos times elitistas paulistanos que colocavam a ginga e habilidade tupiniquim.Essa mistura fez com que esse time se tornasse poderoso.Estes marginalizados decidiram entrar na disputa Liga Paulista de Foot-Ball (LPF), formada nesse momento pelos clubes: SPAC, Internacional, Mackenzie, Germânia e Paulistano.Estes cinco times colocaram uma condição para entrar na Liga, deveriam desafiar todos eles. Aí não deu outra com o apoio da sua euforica massa venceram todos os jogos. Tinha um problema faltava no nome, o escolhido foi um time inglês que tinha vencido todos os jogos na sua visita ao Brasil, o Corinthian Casuals.O time do povo estava nascendo, Gerado da adjunção de raças e pessoas marginalizadas que lutaram e deram a volta por cima.Volta por cima que essa massa tentará reverter à derrota contra o Botafogo no Rio de Janeiro e lograr a tão desejada final da Copa do Brasil.

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May 28th, 2008 by Pablo Milanini
“A Avenida Paulista foi testemunha da Parada do orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais), a maior parada gay do mundo este ano teve um tema, pedir o fim da discriminação e da violência homofóbica. As mais de 2 milhões de pessoas pularam ao som de I Will Survive de Gloria Gaynor.
Apenas a cinco kilometros da Parada, no estádio do Morumbi os cincos mil torcedores do São Paulo viram seu time, sem luz e brilhantina entrar em campo e empatar 1X1 com recém ascendido Curitiba.
Depois da derrota contra o Fluminense se esperava que o São Paulo entrasse em campo para reverter a má imagem deixada no Rio. A escassa torcida do estádio pouco fez para ajudar o time e os jogadores que estavam com a cabeça na Parada, como se estivessem esperando o apito final do Juiz e colocar a fantasia e sair correndo para a Avenida Paulista para subir no carro alegórico tão bem decorado pela diretoria.”“.

Esta seria a manchete que todo torcedor não São-paulino gostaria de ler nas capas dos jornais de hoje. O mundo do futebol folclórico e a rivalidade vão além do campo e de jogo. Todas as segundas vemos nos ônibus, bares e oficinas um colega tirando Sarro de outro pela derrota do seu time.
Futebol é o esporte do povo todos sabem que os torcedores são conhecidos como os Bambis, apelido colocado pelo Vampeta, último jogador em atividade que sempre manteve o bom humor nas suas coletivas. Ele jogou muito tempo do lado dos “Gambás”. Com o conhecido time do Parque São Jorge, imagino que deve ser porque o torcedor do Timão e a torcida da periferia fedem.
No Corinthians ele foi campeão do Mundo de Clubes em 2002, abriu caminho a sua participação no titulo do Tetra da seleção Brasileira.Boas épocas do Corinthians que hoje amarga um lugar na Segunda Divisão do Brasileiro. Sábado fez um bom papel em Natal contra o ABC, ganhando com muito esforço com um golaço de Douglas.
Ontem os Porcos empataram no estádio do Pacaembu, contra a recém ascendida Portuguesa, 1X1. O Palmeiras fez tudo certo no primeiro tempo e saiu na frente, no segundo relaxou e permitiu ao time da comunidade lusa empatar. Do apelido pouco sei, será Porco porque joga na lama ou porque come besteiras? Se alguém souber, por favor, me conte.
Peixe quando sai da água as probabilidades de viver são muito poucas agoniza um tempo e morre, o Peixe de Santos, foi até a mediterrânea Belo Horizonte e levou uma goleada de 4 X 0. Sem opções os time do Peixe esteve perdido no gramado, parece irônico, Peixe fora da água morre.

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May 23rd, 2008 by Pablo Milanini
Como o mundo moderno facilitou nosso dia a dia. O telefone celular, Internet, são as maiores invenções das últimas décadas, eles nos aproximam cada vez mais das pessoas, e ao mesmo tempo nos torna distantes. O mundo vai evoluindo e não percebemos essas mudanças, simplesmente acompanhamos e adaptamos nossas vidas de acordo com essa evolução.
Sempre tento equilibrar o mundo real com o virtual, conviver com eles da melhor maneira possível. Hoje decidi deixar o mundo virtual descansando, escrever sem ter auxilio dessas mídias, utilizando os sentidos da visão e da audição. Saí a dar uma volta na praia com meus filhinhos Julia e Pedro, para aproveitar o feriado e ventilar minhas idéias, e também para ajudar na recuperação de uma terrível dor de cabeça, presente de uma cerveja não muito boa. Sempre ouvi dizer Noite alegre, manhã triste. Ninguém me falou que a cerveja Nova Schin te presenteia com uma Ressaca no outro dia.
Enquanto as crianças brincavam no parquinho, peguei meu jornal e comecei acompanhar as noticias esportiva. A esperada queda do Santos pela Libertadores, contra o desacreditado América do México, Mesmo o Peixe vencendo de 1 X 0 acabou sendo eliminado pelo saldo de gols.

As poucas pessoas que entravam no mar reclamavam da braveza das ondas. Uma senhora saiu falando que ele estava de ressaca, ai fiquei pensando, eu estou de ressaca e o mar também. Continuei folheando o jornal, e olhando as crianças de rabo de olho. A noticia anunciava a dúvida da continuidade do Muricy Ramalho no comando do São Paulo, depois da derrota contra o Fluminense, essa sim foi uma ressaca brava, a cabeça dos jogadores deve estar doendo mais que a minha e mais revoltadas que o mar. Este Domingo o São Paulo enfrenta o Curitiba no Morumbi, resta ao comandante Muricy levantar a moral dos seus jogadores e dar um bom remédio para passar a triste ressaca.
Um grupo de amigos sentados na mesa do bar próximo soava um são-paulino amargurado, e enalteciam a atuação do Washington. O jornal diz que ele passou um dia de herói nas Laranjeiras, depois de muita comemoração na noite da vitória, com certeza ele também estará de Ressaca. O Fluminense devera ir com calma ainda tem enfrentar o Boca pelas semifinais.
As ressacas além da dor de cabeça física geram outro tipo de dor de cabeça, quem diga o atacante Kleber do Palmeiras, ontem depois de uma balada numa boate, se envolveu numa confusão e atropelou um suposto agressor do seu irmão. Ele alegou que os agressores estavam bêbados. Por este acontecimento não sabe se estará presente no jogo do Palmeiras no clássico contra a Portuguesa.
A Julia quer sorvete de milho, Pedrito está com fome, é melhor ir para casa. No caminho de volta fiquei pensando o que tem em comum a ressaca do mar, a de quem bebe, a da tristeza e da felicidade, esse termo é utilizado em várias situações, porque será pensei. Chegando em casa procuro a no Wikipidia o significado certo. Não posso, fiz uma promessa de não me auxiliar ao mundo virtual, promessa é promessa.

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May 22nd, 2008 by Pablo Milanini
Há muitas pesquisas em andamento sobre controle do sonho, particularmente sobre as áreas do sonho vívida e da gênese do sonho. O sonho vívida é uma habilidade aprendida e ocorre quando você percebe que está sonhando e é capaz de controlar o que acontece no sonho, tudo enquanto ainda está dormindo.
Ser capaz de controlar seus sonhos seria uma coisa legal de se fazer, mas é uma habilidade muito difícil que geralmente requer treinamento especial. Às vezes um sonho vira pesadelo.
Todo boleiro sonhou um dia ser campeão de uma Copa do Mundo, ou ser vencedor de um titulo de extrema importância principalmente no time do seu coração. Tem pessoas que tem habilidade nas pernas para conseguir controlar seus sonhos. Em 1972, um Pibe da Vila Fiorito, na periferia de Buenos Aires, falou que seu sonho era ser Campeão do mundo, e conseguiu, no México 1986 (http://www.youtube.com/watch?v=tKFhyg66ZCs).
O dia 21 de Maio de 2008 foi um dia em que três grandes jogadores fizeram de um sonho vivido ser realidade.
Sempre resistido pela imprensa mundial e marcado por ter errado três pênaltis numa Copa América, Martin Palermo lutou e sonhou que poderia ser ídolo do maior time da Argentina. Depois de ter se coroado campeão Intercontinental em 2000, ser o maior goleador da historia do “time da Ribera” ele não sossegou e continuo sonhando.Ontem, teve mais um “sonho vivido”, fez os três gols da vitória do Boca contra o Atlas, levando o time xeneixe para as semifinais da Copa Libertadores.
Já classificado o Boca esperava o confronto entre os times brasileiros os tricolores, o paulista e o carioca. Que boleiro nunca sonhou em fazer um gol decisivo, diante de mais de 70.000 pessoas no Maracanã no último minuto e dar a classificação para seu time.

Washington do Fluminense conseguiu, o jogo estava 2 X1 para o Time carioca , esse resultado dava a classificação ao São Paulo , aproveitando a vitória simples no Morumbi, e o gol de Adriano no Maracanã. O goleador Carioca tinha motivos para sonhar, diagnosticado de um sério problema no seu coração, esteve a ponto de abandonar o futebol e jogar água abaixo todos seus sonhos. Quantas noites ele deve ter sonhado em fazer um gol tão importante, quantas vezes deve ter acordado na hora que a bola estava entrando no gol. Ontem ele conseguiu realizar seu sonho, no último suspiro do jogo subiu entre três zagueiros são-paulinos, como se estivesse levitando, quem viu imaginou, exclamou “só sonhando ele consegue fazer isso” e cabeceou par a vitória. Permitindo assim a tão sonhada classificação do Fluminense.
Quando éramos crianças sonhamos em ser craques de nosso time de coração, me cansei de sonhar ser campeão com Estudiantes de La Plata. Hoje as crianças sonham em ser ídolos dos grandes times europeus O futebol globalizado dos dias de hoje, o futebol sem fonteiras, está perdendo a identificação com a camisa do time de nosso coração. Ontem a final da Copa dos Campeões da Europa, foi reflexo disso. Dos vinte e dois jogadores em campo só um tinha uma identificação com seu clube, John Terry do Chelsea. Nascido em Londres e formado nas categorias de base clube de Stamford Brigde tinha nos seus pés a realização de um sonho de criança, era simples, acertar o ultimo pênalti da definição que daria a primeira Copa dos Campeões ao Chelsea. Quantos sonhos e historias devem ter passado na longa caminhada do centro do campo e até o ponto do pênalti. Tinha tudo a seu favor. Estádio lotado, chuva e um retrospecto de um excelente chutador de penalidades máximas.
Um escorregão na hora de sacramentar esse sonho fez ele jogar a bola para fora. Depois Anelka contribuiu jogando e bola nas mãos de Van der Sar, e o Chelsea perdeu a Copa dos Campeões. O sonho de Terry virou pesadelo.
Tem pesquisas para tudo menos para entender os acontecimentos do futebol.

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May 21st, 2008 by Pablo Milanini
Peixe dá dois “paxteixs“!!! , falava um. Mano, me vê dois pastel !!!, falava o outro. O japonês da barraca de Pastel não esta acostumado a escutar os sotaques de cariocas e paulistas no mesmo lugar.
A rivalidade carioca –paulistana vem de décadas atrás, quando lutavam pela honra da malandragem e boemia, sempre muito bem expressado nos seus sambas. Os Paulistas marcam os cariocas de folgados e os cariocas aos paulistanos de chatos.
Claro que esta duas cidades mobilizam o Brasil, Rio pela sua beleza e São Paulo pelo seu ritmo desenfreado pelo trabalho.
Uma vez ouvi de uma carioca que “Enquanto São Paulo Trabalha, Rio dança”, frase que irrita os paulistanos.
Esta semana a rivalidade Carioca–Paulista entra em campo, em duas competições diferentes, os alvinegros do Corinthians x Botafogo, pela semifinal da Copa do Brasil, e os tricolores São Paulo X Fluminense por uma passagem as semifinais das Copas Libertadores.

As batalhas estão um a um. Semana passada o Tricolor paulista venceu o Carioca por 1 X 0 , com um gol do carioca Adriano, e ontem no belo estádio do Engenhão, o Alvinegro carioca venceu de virada por 2 X 1.
O jogo de ontem começou no ritmo de samba paulistano com um Timão trabalhador e um Botafogo perecendo que tinha acabado de chegar da praia, folgado, e acreditando que o apoio da sua torcida o bastava, deve ter sido porque o jogo começou as 20:30 horário que os paulistanos ainda estão ligados no trabalho e os cariocas voltam da praia? Tudo indica que foi, porque ao cair a noite o Botafogo acordou, como se estivesse preparando para tomar um Chops no Arco da Lapa. O Timão começou a se espreguiçar e a cochilar, cadenciando o toque da bola, baixou o ritmo e no final não deu outra, a zaga do Corinthians dormiu, o Fogo virou, e o Timão dançou ao ritmo do Samba Carioca.
O oficio do Tricolor paulista entra no Maracanã com um currículo de dar inveja, e PHD em Copa Libertadores, joga a competição tal qual vemos um executivo paulistano caminhando pela Avenida Paulista. Fanfarrão e se garantindo de todos seus poderes de conquista.
O Tricolor carioca quer mostrar hoje que não é um carioca desencanado e que não gosta de pegar no batente. Seu retrospecto na competição continental não é favorável, hoje espera dar volta por cima e conseguir tirar essa fama de “Folgado”.
Hoje o São Paulo vai trabalhar para ver o Fluminense dançar, coisa de paulistanos e cariocas ou Paxteixs contra Pastel.

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May 19th, 2008 by Pablo Milanini
Numa tarde de 1978 foi o dia que o futebol me conquistou por completo, já levava no sangue, mas foi nesse ano que a Argentina foi Campeão do Mundo pela primeira vez. Minhas lembranças são poucas e marcantes, principalmente do dia da final contra Holanda quando Nanninga empatou o jogo e levou a definição para a prorrogação, nesse dia conheci um sentimento que até então não conhecia, a angustia. Lembro que sai correndo e me escondi debaixo da cama e chorava sem parar, não sabia porque chorava, não tinha consciência da dimensão e o valor de uma Copa do Mundo.
Começada a prorrogação, meu irmão Gustavo me tirou do meu resguardo e me sentou no colo, tentando me convencer que Argentina seria campeã.
“El Matador” Kempes fez o 2 X 1, foi levando a bola com muita garra e coragem, ficou de cara com o goleiro e fez o gol. A alegria fez Gustavo esquecer que o que estava no seu colo era seu irmãozinho de apenas cinco anos, ele levantou da cadeira gritando eufórico me jogando para cima. Pode acreditar que até hoje lembro esse momento, o tempo que demorei para cair no chão.

O terceiro gol vem nos pés do meu primeiro grande ídolo, Daniel Bertoni. De novo “El Matador”, peitou os holandeses ficou de cara para Jan Jongbloed para fechar o marcador até que surpreendentemente apareceu Bertoni, puxou o braço do Kempes como falando deixa-me entrar para a história e fez, e apartir daí foi só festa, me envolvi numa bandeira que minha mãe tinha costurado e fui para a rua a gritar Dale Campeon. !
Meses depois fiquei de cara com ele. Daniel Bertoni, numa das tantas comemorações, participou de um evento no clube Villa San Carlos, onde meus irmãos Gustavo e Firu também fizeram história jogando no time principal.
Ele simplesmente passou a mão na minha cabeça, essa pequena atitude marcou minha vida.
Sábado estive gravando na Academia do Palmeiras com César Maluco. Era um lançamento de um projeto da diretoria, “Sócio Redimido”, entre outras vantagens o projeto daria oportunidade para que crianças vissem de perto seus ídolos.
Ao ver as crianças abraçando seus novos ídolos como Marcos Valdivia, fiquei pensando em como são importante essas coisas que nos marcam para a vida toda, dessas 300 crianças muitas delas vão escolher caminhos diferentes da bola ,o utras como eu a trinta anos atrás irão se apegar a essa paixão incontrolável da bola.
Nessa turma estava o Juan Milanini, o mais argentino dos corintianos ou vice-versa, ele me contou à emoção que foi estar no campo dividindo o espaço com os caras, mesmo sendo o Palmeiras. Ao ver o César Maluco goleador dos anos 70 do Verdão assinando autógrafos até hoje, entendeu como um clube sem ídolos não tem história, e de como a história faz o homem, e como o homem pode mudar a história. Eu tenho certeza que o Juan algum dia vai mudar a história do Timão como Bertoni fez na Copa do Mundo de 1978.

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May 16th, 2008 by Pablo Milanini
O Brasil e um prato cheio para quem ama o esporte da bola, depois de uma semana decisiva na Copa do Brasil, que definiu os confrontos Botafogo X Corinthians, Sport X Vasco da Gama e a participação do São Paulo, Fluminense e Santos na Copa Libertadores, teremos a segunda rodada do Campeonato Brasileiro com as mesmas características que a primeira, os times poupando seus craques, claro que essa decisão dos técnicos tira a cor do campeonato. Escolha que tem uma causa justa,a chegada na reta final dos campeonatos mata-mata que estão disputando.
Os quatros times semifinalistas estão mostrando muita determinação e garra.Um titulo da Copa do Brasil levantara a moral destes quatro times que nos últimos tempos vem frustrando suas torcidas alem de dar o passaporte a tão cobiçada Copa Libertadores de 2009.

Libertadores que São Paulo tanto sabe disputar e que esta quarta feira mostrou que e um firme candidato, e não terá problemas para passar do Fluminense. O time carioca foi um muito medroso no Morumbi, achando que no Maracanã resolvera tudo. O outro time brasileiro na disputa, o Santos, perdeu 2 a 0 no México contra o América, com dois gols do Cabanas, resultado que complica a situação do Peixe.
Sábado jogam os semifinalista da Copa do Brasil, o único time que não vai poupar seus craques será o Timão, porque seu desafio e muito maior voltar a Divisão de Elite. Sport enfrenta o candidato a cair Vitória, Botafogo vai a Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro, e o Vasco recebe a Portuguesa.
No Domingo Fluminense e Santos recebem Náutico e Ipatinga, e o São Paulo visita o Atlético-PR.O destaque da rodada e para o jogo entre Flamengo e Internacional, que prometem deixar para atrás as eliminações da Libertadores e Copa do Brasil respectivamente.
A bola continua rolando, por isso que faz ao Brasil o pais do futebol, a bola não pode parar.

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May 15th, 2008 by Pablo Milanini
O Mata-mata é a forma mais cativante e às vezes injusta no futebol. A classificação não depende do bom desempenho futebolístico e físico, às vezes o emocional do jogador pode resolver um jogo, esse tipo de craques são jogadores de handicap 10 (Como e classificado um jogador de Pólo de acordo com seu jogo, o promedio de todos esses quesitos ), geralmente vemos nos grandes campeonatos esses Handicap 10.
A Copa Libertadores está chegando no seu final, os caminhos vão se estreitando e é nesse momento que eles aparecem e definem, ontem Adriano, nas quartas de final tupiniquim da Libertadores entrou em campo com esse diploma, resolveu o jogo, além de fazer o gol, orquestou o ataque são-paulino, marcou e atuou como pivô deixando várias vezes de cara ao gol. O Fluminense entrou em campo sabendo das dificuldades que teria no Morumbi, e montou um esquema defensivo colocando o Arouca, estratégia que não funcionou no primeiro tempo. No segundo período o técnico Renato ao ver o fraco desempenho do seu ídolo Thiago Neves colocou o argentino Conca, que deu um gás no ataque do time da Gávea.

Ele bem que tentou só que não foi suficiente já que o tricolor paulista estava muito bem organizado defensivamente. Os jogadores do Fluminense saíram conformes com o resultado tendo convicção que viraram o jogo no Maracanã , eu não tenho certeza disso ,tendo em conta que São Paulo tem um Handicap 10.
“Quem tem Adriano, está a um passo na frente”, foram as palavras de outro handicap 10 argentino, Riquelme. E ele sabe do que esta falando, o craque do Boca já resolveu nessas instancias, levando o time nas costas como fez na Libertadores de 2007. Ontem no empate do Boca contra o Atlas do México pouco eles fez,e os Xeneixes se deixaram empatar nos minutos finais e complicaram a classificação. Muito teve a ver o Boca ter jogado fora do seu templo, não porque o torcedor não tenha empurrado os jogadores, e sim porque a Bomboneira tem uma mística única que assusta os times rivais. Jogando no estádio do Vélez, os jogadores do Atlas perderam esse medo e foram para cima e funcionou. Nada está perdido para o Boca e nada está ganho para o Atlas. Tendo em conta que Boca tem um Handicap 10.

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May 14th, 2008 by Pablo Milanini
O Brasil além de exportar jogadores de futebol, exporta novelas tupiniquins que são assistidas pelo mundo inteiro.
A Teledramaturgia brasileira sabe recorrer os pólos da fantasia e a realidade. Diríamos que fantasiar com o cotidiano do brasileiro a tal ponto que os atores que representam os vilões devem ficar reclusos em casa na época que elas são exibidas para não apanhar.
O caso Ronaldinho /Amigas foi um caso de novela, não sei se encaixaria dentro do perfil de novela brasileira, está mais para o tipo de filme de pornô-chanchada da década de 80, uma produção de baixa qualidade e engraçadas mudanças de roteiro.

A dramaturgia brasileira e a fofoca nunca foram do meu agrado e sempre tentei me esquivar, fiquei dias pensando se este caso merecia minha atenção. E que as explicações do caso Ronaldo e as três travestis foram mais confusas que os fatos, essa confusão acabou sendo divertida para mim, porque para o Fenômeno foi um karma, até a ponto de perder a namorada, que o deixou falando sozinho em Angra dos Reis. Quem diria, um Fenômeno como Ronaldo acostumado a driblar e receber pontapés de másculos zagueiros de pernas torneadas pelo treino diário, não soube driblar duas perninhas magricelas sem nenhuma habilidade que algum dia devem ter levado uma “caneta” numa pelada em algum bairro carioca ou do Brasil. O ídolo que já enganou Oliver Kahn, foi enganado por um Zé Mané, ops… Andréia.
Este fato poderia ser batizado como um novo segmento da teledramaturgia o de novela-chanchada até aí normal, ele percebeu que as meninas de programa tinham uma surpresa entre as pernas e foi embora, quem sou eu para julgar a ética.
Agora as explicações das Travestis foram além da fantasia que o pior roteirista de uma novela mexicana conseguiria ser tão obvio nas explicações.
Segundo eles ficaram falando do joelho do Ronaldo no quarto do Motel, durante 3 horas, muito tempo.
Um deles saiu na hora do programa para fazer outro programa. Ronaldo é embaixador da UNICEF, e realiza vários atos beneficentes, agora liberar uma GP para fazer um programa dentro do horário que lhe pertence, e ter um coração benevolente demais, muito mais depois de pagar R$ 1000 por um programa que geralmente sai R$ 50.
O documento do carro do Fenômeno apareceu na carteira de uma das Moças, por equivocação, segundo depoimento.
Explicações sem fundamentos nenhum. Que saber que acho, de todas as teorias, sou muito mais a que o meu gerente do banco Ricardo deu com tom irônico: Ele diz: Que o Ronaldo ligou para o empresário e pediu um programa de 3 Paus (fazendo referencia a R$ 3000) , e o atrapalhado empresário entendeu errado mandou três travestis.
Como todo final de novela tem final feliz, a namorada Bia voltou para ele e esta grávida. Por isso não gosto de novelas, sempre são obvias demais.

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May 12th, 2008 by Pablo Milanini
O Brasileirão começou pela metade. Não porque foram jogados a metade dos jogos, e sim porque a maioria dos seus times jogaram com times mistos. Ou porque estão nas instancias finais da Copa Libertadores, como é o caso do São Paulo, Fluminense e Santos, ou porque estão nos jogos decisivos da Copa do Brasil, como é o caso do Botafogo, Vasco, Sport e Inter.
Os times entraram com a cabeça nas competições que estão disputando paralelamente com o começo do brasileirão, o desinteresse dos times contagiou os espectadores, a soma de público dos jogos São Paulo 0 X Grêmio 1, Atl. Mineiro 0 X Fluminense 0 , Ipatinga 0 X Alt. Parana 1 , Botafogo 2 X Sport 0 não superou os 30.000 pessoas.
O desfalque dos principais jogadores fez com que os jogos não tivessem o brilho característico do futebol brasileiro. Jornada com poucos gols, com exceção do jogo Portuguesa X Figueirense que proporcionaram um espetáculo fantástico. A Lusa estava ganhando por 5 X 2 até os 15 do segundo tempo e se deixou empatar.

Os recém eliminados da Copa Libertadores se recuperam do fracasso internacional com vitórias. O Flamengo ganhou do time B e do Santos por 3 X1, num Maracanã vazio, por causa da sanção da CBF contra o Mengão por jogar objetos contra os jogadores do Grêmio no Brasileirão 2007, já o Cruzeiro venceu fácil o Vitória em Salvador por 2X 0.
Na entrega das faixas de campeões estaduais o Curitiba venceu com autoridade um desconhecido Palmeiras por 2 X 0.
O ponto positivo da rodada foi o primeiro jogo na Série B do Corinthians, na reestréia do Estádio do Pacaembu lotado, ganhou com certa tranqüilidade do CRB de Alagoas por 3 X 2.
Esta semana o futebol brasileiro terá definições nas Copas do Brasil e Libertadores.

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